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#recomecar#divorciocomfilhos#divorciadaedeliz#livresedaculpa#sereconecte#sejafeliz#ofimesoumnovocomeco – Meu Tom Maternal https://www.meutommaternal.com.br Sat, 20 Oct 2018 11:53:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.5.8 O pior dos preconceitos…. https://www.meutommaternal.com.br/o-pior-dos-preconceitos/ https://www.meutommaternal.com.br/o-pior-dos-preconceitos/#comments_reply Sat, 20 Oct 2018 04:33:49 +0000 https://www.meutommaternal.com.br/?p=526 Esta semana tenho um casamento para ir. Amo casamentos. Amo histórias de amor, o ritual, as músicas escolhidas e  principalmente a mesa de doces rs! Adoro pensar no vestido que usarei, no meu cabelo e maquiagem; todos esses detalhes que nós mulheres amamos nos “preocupar”. Mas desta vez, este casamento em particular me tocou de maneira especial. Será um casamento homossexual. Sim, meu primeiro casamento homossexual; respeito a opinião de quem não aceita ou entende esse tipo de relação, mas eu me sinto honrada e privilegiada por testemunhar o mundo mudando e as pessoas sendo verdadeiras e felizes.  Estou me achando super cool rs, curiosa, reflexiva e especialmente contente por saber da  difícil trajetória do casal.

Tento evoluir como ser humano todos os dias por mim e agora pelo Tom. Só eu sei o caminho pesado de evolução que escolhi traçar nos últimos anos por ele, optando por civilidade e respeito como alguns dos meus pilares diários. Sou católica por formação, espírita por coração e uma pessoa que sente necessidade de buscar mais espiritualidade e conhecimento. Amo estudar sobre as diversas religiões, rituais, suas premissas e ensinamentos. Sou aberta e tento filtrar um pouco de cada já que TODAS convergem para o mesmo caminho; evolução e fé. Portanto, acredito que não sou melhor do que ninguém e não tenho o direito de julgar o próximo por conta de raça, gênero ou opção sexual.  Tenho um grupo de amigos diverso e acredito que isso seja fundamental na nossa jornada por aqui como ser humano no sentido de nos tornarmos melhores pessoas e cidadãos inclusive

A palavra preconceito, palavra horrorosa, que nos cerca, nos assusta, nos oprime e nos cala muitas vezes está infelizmente sendo bastante usada nos últimos tempos. Caiu especialmente na boca do povo recentemente por conta de nosso incrível cenário político atual. Sou branca, magra e sempre tive acesso a tudo então não posso ser hipócrita em dizer que já sofri por conta de preconceito. Já devo ter sofrido preconceito sim por ser mulher mas não me lembro de nenhuma situação específica. Apesar desse cenário, tento prestar muita atenção nas questões que afligem outras pessoas…Tento praticar além da empatia, a alteridade que implica em aprendermos com as diferenças dos outros. Tento ler um pouco de tudo e recentemente descobri Djamilla Ribeiro e Rupi Kaur que escrevem lindamente sobre ser mulher, ser negra, ser “menos” perante o olhar do outro entre outras questões… Me comovo com as dificuldades encontradas por meus amigos homossexuais e eu pessoalmente me recuso a optar por um caminho que exclui o outro.

Mas toda essa reflexão sobre preconceito por conta do casamento que irei esta semana me provocou a pensar no pior tipo de preconceito que se pode ter. Eu me deparei com esse sentimento de gosto amargo há pouco tempo. Havia me divorciado há pouco e o rótulo divorciada me incomodava desde o início, ainda no silêncio dos meus pensamentos. Até que em uma noite de sábado, convidada por um casal de amigos queridos, fui a um encontro de amigos de escola de um deles. Não conhecia rigorosamente ninguém a não ser o casal que me levou. E precisei me apresentar e ter aquela conversa inicial do tipo: Sim, trabalho com educação; sou professora e conversa vai, conversa vem, Sou divorciada e tenho um filho. Pausa. Precisei de uma pausa de fato pois aquela frase me desceu de forma tão dolorosa que tal desconforto me surpreendeu. Segui a noite e felizmente consegui me divertir mas aquele sentimento ruim me marcou de forma particular e foi levado para a terapia na semana seguinte.

Depois de uma sessão difícil regada a lágrimas e duras especulações,  me deparei com a conclusão. Sim, eu tinha preconceito em relação a mim mesma por ser divorciada. Me sentia fracassada, diferente, fora do padrão feliz da sociedade. E o olhar de “puxa que pena” das pessoas (obviamente não maldosos) só reforçava meu mal estar.  Tal sentimento é resultado de inúmeros fatores como conceitos pré estabelecidos sobre família, sociedade, sonhos trazidos desde a infância, expectativas aumentadas da realidade, um coquetel potente para que ele surgisse:  voilá, me deparei com o pior tipo de julgamento: aquele que nos faz ser cruéis consigo mesmos.  Pense se você já não passou por isso. Uma dor ao escutar uma pergunta ou um comentário em especial? Hoje, me sinto muito melhor e a frase já é dita de forma natural e sem tanto peso. Todo projeto muito sonhado nos causa certa dor quando desfeito ou não alcançado e a frustração nesse sentido é normal. Hoje estou muito bem felizmente, mas ainda sinto nuances da dor. Quando vejo meu filho dizendo que quer dormir comigo ou que gostaria que a mamãe fosse junto na viagem de final de semana do pai, sinto meu coração doer. Dói pois não fomos feitos  para ver filhos sofrendo e hoje já entendo também que a frase “Sou divorciada” traz consigo um peso intrínseco proveniente desses momentos doloridos independentemente de qualquer tipo de preconceito. Dói e ponto.

Hoje tais sentimentos amargos me incomodam cada vez menos. Aos poucos, fui deixando o “preconceito” bobo de lado e toda vez que me vejo no espelho, sorrio por ver quem eu me tornei. Hoje me acho mais humana, mais sensível, mais flexível, mais forte e Tom, meu pequeno super herói, só tem a ganhar com essa mãe “versão software atualizada”. Nós decidimos quem nos tornamos e quais rótulos nos definirão ao longo da vida. Lembrem-se de serem mais gentis e amorosas com vocês mesmas pois muitas vezes a crueldade começa dentro de nós. Você é mais que um padrão e ser real e viver isso é a melhor “ring light” que pode existir. Sua luz será genuína. Termino dividindo com vocês  uma citação de autor desconhecido mas que adoro: “O que busquei e não encontrei, me tornei”. Sorte nessa busca e se vocês não encontrarem, não desistam e tornem-se. A alegria desse processo é surpreendentemente deliciosa.

20/10/18

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“Se a vida te der limões, faça uma limonada!” https://www.meutommaternal.com.br/se-a-vida-te-der-limoes-faca-uma-limonada/ https://www.meutommaternal.com.br/se-a-vida-te-der-limoes-faca-uma-limonada/#view_comments Fri, 05 Oct 2018 23:32:47 +0000 https://www.meutommaternal.com.br/?p=519 Hoje, uma amiga de uma amiga, ambas muito queridas, assume a coluna Inspirações. Ela nos conta sobre sua história que aconteceu há alguns anos. A conheci indo para um show de música francesa e gostei dela imediatamente até porque ela gosta de ZAZ como eu e vamos combinar que não é todo mundo que conhece cantores franceses rs. Uma mulher resolvida, competente e bem sucedida na profissão e mãe do Vini. Se mudou para os EUA há pouco tempo por conta de uma promoção no trabalho e mais uma vez está recomeçando sua vida agora em solo estrangeiro. Ela tem uma relação muito civilizada e justa com o ex-marido e isso me marcou. Além de ser algo admirável, foi essa condição que permitiu a todos a construção de vínculos saudáveis, crescimento emocional e um filho feliz. Leiam e façam uma boa “limonada” sempre que vocês receberem limões da vida!

“Eu sou a Juliana Pimentel. Conheci a Tarsila através de uma amiga minha de infância, numa ocasião alegre e que para mim e para a Tarsila chega a ser engraçada: a caminho de um show da cantora Francesa ZAZ em São Paulo, eu, a Dani e a Clarissa passamos para pegar a Tarsila na casa dela. De lá até o local do show a Tarsila me contando da maratona que é a gente conseguir coincidir as “folgas” de agenda para poder ter umas horinhas de diversão com amigas. Mas que bom que aquele dia conseguimos!!! Que bom que conheci a Tarsila e que maravilhosa a ideia dela de criar o blog, o Instagram, o facebook e o YouTube!

Estou agora muito feliz de ter a oportunidade de contribuir com um depoimento para o blog Meu Tom Maternal.  Espero que as leitoras e leitores gostem.

Eu namorei o pai do meu filho por 6 anos, e permanecemos casados por mais 6 anos. O divórcio aconteceu quando nosso único filho tinha 1 ano e meio de idade. O divórcio não foi algo planejado, como tinha sido o casamento. Foi muito repentino e doloroso. Eu me lembro bem do quanto sofri. Mas me lembro ainda mais que na primeira semana eu decidi procurar terapia, pois no meio daquele sofrimento todo a voz interna que falava mais alto me dizia: “você precisa de ajuda profissional para enfrentar essa situação sem prejudicar seu filho.” Como na maioria dos divórcios repentinos houve muita crítica, muito palpite, ânimos exaltados, mas acima de tudo eu enxergava que havia ali no meio daquilo tudo a coisa mais preciosa da minha vida: meu filho, o bebê mais lindo do mundo e a minha razão de existir. Eu não podia sequer imaginar que ele sentisse a tristeza que eu estava sentindo. Então eu acredito que eu fiz a melhor coisa que eu poderia ter feito que foi me fortalecer mental e psicologicamente para não deixar respingos prejudicarem a relação dele com o pai, a formação de caráter do meu filho, e principalmente para que ele tivesse na mãe e no pai dele os seus maiores exemplos de amor, que ele jamais tivesse dúvida de que as pessoas que mais o amam na vida dele somos nós: sua mãe e seu pai.

Graças a Deus e a força que a terapia me deu (e também porque eu não fui para a terapia obrigada e sim por convicção de que eu precisava e queria esta ajuda), o processo do divórcio foi rápido. Super rápido mesmo: em menos de 2 meses estávamos com tudo acertado, papelada assinada, tudo explicadinho e entendido TIM TIM por TIM TIM hahahahaha.

Não vou dizer que eu e o pai do Vini nos tornamos melhores amigos. Não, nem perto disso. Mas conseguimos estabelecer regras claras e justas, e tivemos capacidade de cumpri-las muito bem desde o início.

O Vini (nosso filho) desde a separação se acostumou a passar finais de semana intercalados comigo e com o pai, viajar com o pai para visitar avós e primos, passar férias comigo e férias com o pai, e cresceu gostando de ter duas casas, foi privilegiado de ver entrega de presentes do papai Noel em duas casas diferentes todos os anos (aliás as cartas dele para o papai Noel são engraçadíssimas, ele escreve assim: “papai Noel na casa da mamãe eu quero que você deixe tal presente, e na casa da Vovó Dita em que eu estarei com o papai quero que você me leve tal coisa” e quando chega a noite de Natal, se ele está comigo, o pai manda vídeo do presente que o aguarda na casa dele, e vice versa). Até hoje ele brinca: “mãe não é verdade que eu tenho tudo em dobro em comparação com outras crianças?”

Mas eh claro que nem tudo são sempre flores. Houve sim períodos de questionamentos, do tipo “mamãe por que eu não posso viajar com você e o papai juntos?” Ou ainda “mamãe por que você e o papai não quiseram mais morar juntos?” Mas eu sempre respondi com clareza e com carinho que eu e o papai quisemos muito que ele nascesse, mas que os adultos às vezes decidem que preferem não morar mais juntos e não serem mais casados e que isso não muda em nada o nosso amor por ele.

E eu acredito que com o passar do tempo o Vini entendeu isso da melhor forma que foi possível.

Bom, o tempo passou, a tristeza dos primeiros meses pós divórcio se tornou uma lembrança que visito raramente, e eu vejo em meu filho hoje um menino maduro para a sua idade, alegre e bem resolvido em relação à situação dos pais.

Houve momentos que eu precisei inclusive ponderar e abrir mão da pensão do meu filho em razão de um período difícil em que o pai dele ficou desempregado. Graças a Deus não houve briga e graças a Deus ele se recolocou e voltou a poder arcar com a metade do custo de vida do Vini. Nesta fase já não seguíamos nem mesmo o que constava no acordo do divórcio. Refizemos nosso acordo sem sequer precisar de um advogado (aliás somos os dois advogados), montamos uma planilha com todos os gastos fixos e variáveis do Vini, e cada um pagava exatamente a metade.

Acredito que em razão desta relação Ética e Razoável, considerando sempre no centro o amor que temos por nosso filho, é que há cerca de 9 meses quando eu recebi uma oferta de trabalho nos EUA, pudemos conversar abertamente e decidirmos juntos que seria bom para o Vini vir comigo nesta empreitada. Fizemos uma total renegociação sobre a guarda, e a parte financeira, pela terceira vez, sendo então a segunda vez em que não tivemos a necessidade de nenhum advogado para intermediar, de forma que o pai do Vini concordou e concedeu todas as autorizações e documentos necessários para nos mudarmos para os EUA por entender que esta experiência será benéfica para ele no futuro, e em contrapartida nosso combinado financeiro já possibilitou que em 4 meses em outro país o pai viesse visitá-lo por duas vezes e ele ainda irá ver o pai no Brasil outras duas vezes neste ano. E se Deus permitir, assim continuará! O bem estar emocional e a formação de caráter do nosso filho como ser humano do bem, que sabe ser muito amado, é e sempre será a prioridade em minha vida!

Sou hoje muito feliz pois minha vida seguiu o rumo que eu escolhi, o final do casamento não me tornou amarga nem infeliz, e meu filho é tão feliz como qualquer outra criança que more com pais casados (na verdade em certas situações meu filho é ainda mais feliz, pois ele nunca viu os pais sequer discutindo na frente dele).

Eu acredito que nada acontece na vida por acaso, e que todos nós três que vivemos esta história tivemos a chance de escrever o nosso destino da melhor maneira possível, pois nos tornamos pessoas melhores pela forma como lidamos com a situação, apesar da tristeza da época do divórcio.

Lamentar, remoer, procurar culpados, numa fase de divórcio, não ajuda ninguém, muito menos a criança que não consegue entender o clima de raiva entre os pais que deveriam apenas lhes ensinar sobre o amor. Decidir como passarão todos os membros da família por esta dolorosa experiência, isto sim pode contribuir para crescimento emocional da família toda.”

5/10/18

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Existe vida após divórcio. https://www.meutommaternal.com.br/existe-vida-apos-divorcio/ https://www.meutommaternal.com.br/existe-vida-apos-divorcio/#view_comments Wed, 12 Sep 2018 01:45:59 +0000 https://www.meutommaternal.com.br/?p=489 Pessoal, hoje quem escreve é uma leitora querida do meu blog. Nos conhecemos através dele mas ela é uma grande amiga de uma amiga minha. Aquelas coincidências que nos conectam a todos o tempo todo. Fiquei sabendo da separação dela quando meu blog ainda nem existia. Hoje ela assume a coluna Inspirações e conta um pouco do que viveu e aprendeu após se divorciar. Segue o texto para vocês.

“Há quase um ano eu tinha um filho de 1 ano e 2 meses no colo e vi o pai dele sair de casa de uma forma muito complicada. Depois de uma discussão feia eu pedi um tempo pra esfriar minha cabeça e que ele passasse uns dias na mãe dele até a poeira baixar e ele foi. Dois dias depois voltou com a mãe e várias malas e levou todas as coisas dele embora.O que veio depois disso foram dias extremamente difíceis, confusos, complexos e sem nenhum entendimento da minha parte do que estava realmente acontecendo. A principio me senti aliviada, confesso. Nas primeiras noites com o pai longe meu filho passou a dormir a noite toda – coisa que não acontecia antes.

Passaram semanas e estávamos no final do ano, época de Natal e Ano Novo e as nossas brigas continuavam por vários motivos. Meu filho ia entrar no berçário apenas em janeiro e até lá eu não tinha com quem deixa-lo para trabalhar. Então eu e o pai sempre nos revezávamos nos cuidados com ele. Após a separação isso foi extremamente complicado.

Meu filho mamou no peito por 1 ano e quase 8 meses. Exclusivamente no peito. Desde os 5 meses tentei dar fórmula, leite, mamadeira e ele não aceitou de jeito nenhum. Então, abdiquei de muitas coisas para seguir amamentando ele. De alguma forma isso foi bom, pois no inicio da separação eu não tive que lidar com meu filho longe de mim.

Consultei uma advogada que me orientou sobre os próximos passos apenas 1 mês após nossa separação e descobri que eu estava fazendo tudo errado no meu casamento. Nossas contas bancarias, nossas contas de casa, eu não tinha absolutamente nenhum controle sobre isso, apesar de contribuir de alguma forma dentro dessa matemática. Eu ainda não acreditava que a separação era definitiva.

O tempo foi passando, a grana escassa, o meu filho fazendo adaptação na escola com 1 ano e 4 meses e eu sofrendo com a separação dele – o pai dele não teve um pingo de sensibilidade nesse momento. Ele achava que eu estava atrapalhando a adaptação na escola porque ele chorava toda vez que me via lá.

Um mês depois, meu filho estava 100% adaptado na escola, a separação consolidada na minha cabeça e no meu coração eu me senti pronta para seguir em frente.

Eu tive um sobrepeso pós gravidez que estava difícil de perder. Então logo que me separei, perdi alguns kilos – por volta de 5kg. Isso me fez ter uma auto estima melhor, me olhava no espelho e me sentia mais confiante, feliz com meu corpo voltando a ser o que era.

Chegou um dia que eu tive que liberar que meu filho dormisse na casa do pai. E eu deixei. Foi um dos dias mais difíceis pós separação, mas tirei esse dia pra cuidar de mim. Comprei um shorts, sapatos novos, lingerie nova. Tive uma noite incrível, porem ainda insegura e tensa, não sabia exatamente como me apresentar, o que contar, como reagir a elogios.

Amigos e amigas antigos reapareceram na minha vida pós separação e me ofereceram ombro amigo, almoço, ingresso de shows, colo, balada e eu fui falando muito mais sobre a separação. Foi a melhor coisa que fiz. Percebi que quando comecei a me abrir as coisas ficaram muito mais fáceis. Eu me sentia muito melhor quando eu falava disso como apenas uma parte da minha história. Não que eu estivesse menosprezando a separação, mas ela foi diminuindo a importância conforme minha auto estima ia subindo exponencialmente.

E daí, um dia indo a um show com uma amiga, ela comentou de uma rede social onde as pessoas se encontravam. E me contou a historia dela: ela e o namorado se conheciam, porém se encontraram lá e começaram a sair. Ela me incentivou a entrar na brincadeira também. Uma semana depois conheci um cara e descobrimos que a gente já se conhecia! Saímos e foi incrível!

Chegou o meu aniversário e eu convidei todas as minha amigas próximas – casadas e solteiras – que estavam me ajudando nesse processo doloroso da separação. Eu jurei que nesse ano meu aniversário ia ser meu renascimento – chega de sofrer! Vida que segue, vou ser feliz. Nesse dia, fomos num bar e um cara que eu nunca tinha visto na vida e que não imaginava nada da minha história me deu de presente três garrafas de champanhe. Parecia cena de filme, mas foi real.

Nessa hora, eu entendi o valor que tem a gente estar bem consigo mesma. Meu aniversário foi 5 meses depois da minha separação e eu estava tão bem, tão feliz, tão bonita. O mundo sorri pra gente, é a nossa energia que atrai coisas boas, amigos bons, bons lugares, bons encontros e ótimas histórias.

Depois disso, minha vida melhorou muito. Até mesmo meu trabalho. Foi difícil tirar o pé da lama, mas não pretendo entrar nela de novo. Quando decidi virar essa página percebi claramente a importância que a família e amigos tem na nossa vida. Foram eles meu pilar de sustentação todas as vezes que parecia que eu ia cair.

Aprendi muitas coisas no último ano da minha vida e uma delas eu tenho disseminado por aí: Livre-se da Culpa. A gente carrega culpa por tanta coisa na vida, não merecemos essa carga sobre nossas costas – se o seu casamento não deu certo, a culpa não é sua.

Fazer algumas compras, especialmente de lingerie nova teve um significado especial. Mas não comprei pra mostrar pra ninguém além de mim. Eu sou o motivo de estar usando peças novas, não preciso de ninguém pra dizer que ficou bem em mim, olho no espelho e fico feliz com o que vejo.

Ter um crush (ou vários). Eu tive um que foi muito importante pra eu “resetar” meu coração e recomeçar minha vida amorosa do zero. Ele é uma pessoa especial, me fez muito bem e até hoje mantemos contato. Existem homens incríveis no mundo – é difícil achar – mas tem.

Falar sobre o assunto abertamente, sem se envergonhar pelo que está passando, dividir seu sentimento e suas dúvidas faz muito bem pra gente. Ajuda inclusive a nos livrar do sentimento de culpa que tanto maltrata a gente nessa fase. E faz a gente restabelecer amizades e nos aproxima de outras que pareciam distantes.

Os dias sem os filhos principalmente no começo são bem difíceis. A separação do pai e da mãe implica na separação de ambos com o filho – mesmo que por poucos dias, é doloroso. Saber que aquele bebê que dorme grudado em você e acorda nas madrugadas te chamando não estará por perto é horrível. Porém, é inevitável. Tanto a mãe quanto o pai querem conviver com o filho então é justo dividir os dias da semana com ambos.

Portanto, faça valer a pena. Transforme os dias longe dos filhos em dias incríveis. Cuide de você, saia com as suas amigas, pratique um esporte, vá ao cinema sozinha, namore. Faça valer a pena essa distância entre mãe e filho e seja feliz nos momentos longe dele também.

Faça novos amigos (ou reencontre os antigos). Amigos são a família que a gente escolhe – tenho os mesmos amigos há mais de 20 anos. Mas me abri a ter novos amigos e principalmente amigas. Conheci outras mulheres separadas (Oi Tarsila! ) e me conectei com pessoas que eu sabia que já tinham passado por isso. E assim eu sigo, me conectando com mulheres que tiveram ou tem histórias parecidas com a minha. Se a gente chora uma no ombro da outra? JAMAIS. Nós saímos muito e nos divertimos a valer. Afinal de contas, mulheres solteiras e com filhos na responsabilidade do pai. Merecemos!

Entre outras coisas, eu me reconectei com quem eu era antes de namorar e casar. Voltei a frequentar os lugares que eu gostava, voltei a ler, a escutar musica, a pintar minha unha de vermelho. Parece bobo, mas não é. Separar é um reencontro com quem a gente era e muitas vezes temos uma grata surpresa a respeito de quem a gente era. Não tenho dúvida que sou uma versão muito melhor de mim depois da maternidade. Me sinto completa e agradeço todo dia ao meu filho ter me escolhido pra chegar a esse mundo. Seja feliz e livre-se da culpa!”

Um beijo,

Michelle

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